O pensamento dos antigos e a atividade do Judiciário na atualidade: algumas reflexões

O pensamento dos antigos e a atividade do Judiciário na atualidade

algumas reflexões

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70622/2236-8957.2026.731

Palavras-chave:

pensamento da Antiguidade, atividade do Judiciário, relação coletivo-indivíduo, bem público, justiça

Resumo

Este ensaio exploratório propõe uma leitura ao longo dos tempos entre o pensamento da Antiguidade e a atividade do Judiciário na contemporaneidade, com foco na relação entre o coletivo e o indivíduo, o bem público e a justiça. São utilizados extratos de Ésquilo, Górgias, Cícero e Platão para discutir temas como a busca pelo belo e pelo bem na organização da cidade, a finalidade da lei, o papel do Judiciário como garantidor de direitos e a relação entre leis, precedentes e o caso concreto. Questiona-se se a retórica antiga guarda semelhanças com o discurso jurídico atual, especialmente no que tange ao contraditório e à fundamentação das decisões. A análise recorre a A República, de Platão, para problematizar o consequencialismo judicial, a prevalência do coletivo e a ideia de justiça como “dar a cada um o que lhe é devido”, ponderando se tal justiça deve obedecer a critérios abstratos ou considerar circunstâncias específicas. Discute-se, ainda, a transição da vingança para a justiça como instituição pública, a função do Judiciário na afirmação de direitos sociais e a necessidade de avaliação contextualista na aplicação de precedentes vinculantes, visando a uma leitura crítica do Direito moderno a partir do Mundo Antigo.

Biografia do Autor

Natacha Nascimento Gomes Tostes Gonçalves de Oliveira, Universidade Veiga de Almeida - UVA, Rio de Janeiro, Brasil

Doutoranda em Direito pela UVA. Mestre em direito pela Universidade Gama Filho. Bacharel em Direito pela UCP. Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, com assento efetivo na 17 Câmara de Direito Privado e na Seção de Direito Privado do TJRJ. Membro do Conselho Consultivo da EMERJ. Professora de Direito Processual Civil da EMERJ, da EMEDI e da ESAJ. Coordenadora da Pós-Graduação Lato Sensu em Processo Civil da EMERJ. Coordenadora e Tutora de Cursos de Aperfeiçoamento e de Formação Inicial de Magistrados na EMERJ. Coordenadora de Cursos de Extensão na EMERJ. Presidente da Comissão Temática de Consensualidade no Processo Civil da EMEDI. Professora convidada da Pós Gradução da ESAP, UCAM, da ESA, ICJUR, FACULDADE MAR ATLANTICO e UNIVERSIDADE ANHANGUERA. Vice Presidente do Fórum Permanente de Processo Civil na EMERJ. Integrante de bancas avaliadoras de concursos públicos. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual. Membro da ABEP. Membro do IAB. Autora de livros, capítulos e livros e artigos. Possui Formação de Formadores pela ENFAM.

Referências

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Publicado

08.10.2026

Como Citar

Nascimento Gomes Tostes Gonçalves de Oliveira, N. (2026). O pensamento dos antigos e a atividade do Judiciário na atualidade: algumas reflexões. Revista Da EMERJ, 28, 1–12. https://doi.org/10.70622/2236-8957.2026.731

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