A justiça itinerante como política pública judiciária
evolução dos instrumentos e hipóteses de aprendizagem institucional
DOI:
https://doi.org/10.70622/2236-8957.2026.747Palavras-chave:
Direito Administrativo, acesso à justiça, Justiça Itinerante, políticas públicas, aprendizagem institucionalResumo
O artigo examina a trajetória da Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro entre 2004 e abril de 2026, a partir do ciclo das políticas públicas e da literatura sobre aprendizagem institucional, por meio de um estudo de caso qualitativo, bibliográfico e documental. Cotejam-se atos normativos, informações institucionais e uma série estatística descritiva. Identifica-se a permanência do componente territorial e a diversificação dos instrumentos e dos destinatários, compatíveis com ajustes institucionais de primeira e de segunda ordem. A hipótese de aprendizagem de terceira ordem, que pressupõe alteração deliberada do enquadramento do problema, não é demonstrada pelas fontes públicas examinadas. Os indicadores de atendimento e de distribuição utilizam unidades distintas; a categoria de eventos, individualizada a partir de 2022, apresenta problemas adicionais de comparabilidade e possível sobreposição de registros. Propõe-se uma agenda de avaliação multidimensional e formula-se a categoria de política pública judiciária adaptativa como hipótese analítica, dependente da verificação do processo decisório e dos resultados sociais. A contribuição situa-se na delimitação entre a expansão de serviços, o ajuste instrumental e a aprendizagem institucional.
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